Apresentação de slides

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terça-feira, 4 de maio de 2010

"Alumbramentos ..." na Casa da Cultura de Paraty



Abertura da Exposição
Alumbramentos: água, cor, palavra
na Casa da Cultura de Paraty, no dia 01 de maio de 2010.


Foram selecionadas 18 obras para compor a sala de exposições, de 30 m2, da Casa da cultura, Casa da Cultura de Paraty, apresentado como um produto final de um processo de trabalho, o qual descrevo aqui.



Capa do Livro

A idéia deste trabalho surge em meados de 2009 a convite da pesquiadora Luana Antunes para desenvolver a ilustração da capa do livro, que havia sido premiada por um edital da Universidade Federal Fluminense com a publicação de Pelas águas mestiças da história: uma leitura de O outro pé da sereia, de Mia Couto.




O INICIO


Para este trabalho, iniciei uma pesquisa na leitura de obras importantes do autor moçambicano, além do trabalho de pesquisa de Luana Antunes, que me cedeu o livro O outro pé da sereia, com o qual ela trabalhou neste ensaio literário.
Este livro foi muito importante para aguçar a minha criação. Não é uma literatura fácil, já que o autor usa expressões, muitas, para mim, desconhecidas, contudo, um facilitador é que esse era o instrumento de pesquisa da autora, que recheava nas páginas impressas, inúmeras anotações à lápis, decifrando nomes, expressões, idéias colocadas alí por Mia Couto.
A todo instante eu viajava nas páginas lendo duplamente: o que foi uma experiência incrível, pois havia dois tempos num só...algo que é complicado definir, mas as histórias narradas pelo Mia abriam-se em idéias das anotações da Luana.



A CRIAÇÃO E O PROCESSO


As imagens vinham à minha mente: destacava-as e passava para a outra fase: a criação.
Estava já, das conversas que tinha com a Luana, definido a técnica que iria usar, lançando-me num primeiro momento à aquarela, o crayon e o nanquim. Contudo, precisava encontrar a forma exata do que eu imagina para a capa do livro...e fui trabalhando dia após dia, constantemente...ouvia por vezes músicas de inspiração africana ( lembrando que ganhei um CD, neste estilo, do meu amigo, Sérgio Médici - ex-prefeito de Araraquara); múscias alegres, vivas... um ritmo que por vezes se parecia muito com o as do Brasil: raizes!
Pesquisei fotos, viajei (pela internet) à Maputo: praias lindas, paisagens quase brasileiras...percorri aquilo que se apresentava desta África, a qual nossos antepassados aterrorizaram este povo...
Havia, nestes momentos, uma certa dor, angustia...
E foi se mesclando esses sentimentos fortes, inexplicáveis, e o gesto rápido do crayon rompia o papel com images-fantasmas que eu nao via...apenas percebia: comos e fosse um gesto no ar! No momento da aguada...via-se a realização da mágica, da luz, do alumbramento:
água, cor, palavra...
As cores - buscava-as nas referências que tinha - ora vivas e contrastantes....ora os tons da terra, da mata, do lodo, do calor, do sol,da chuva...


CRIAÇÃO: UMA SOMATÓRIA DE ELEMENTOS

Já não me bastava os abstratos...necessitava de incrustar desenhos e os ícones geométricos que eu trazia das cerâmica pintadas no Atelier Varanda, em Araraquara, trazidas à Paraty: surgiam pequenas figuras, pequenos traços, pequenas batidas com pinceis finissímos.
Ja nao me bastava a aquarela, pois queria mais e mais camadas de cores fortes. Busquei a aquarela líquida que tecnicamente me daria a força da expressão e das manchas, das sobreposições minimalistas

ESTUDANDO SEMPRE

Paralelo a este processo, frequentei, nos últimos meses do ano de 2009, o atelier da Betty Pereira, em Copacabana, no Rio. O melhor do ateleir, alem dos cafés eram as conversas e descobimentos...melhor ainda as visitas as exposições que acontecem no Rio...melhor ainda a exposição do Jorginho Guinle no MAM: muita tinta, numa loucura total: expressão de pura liberdade!
A liberdade do traço!
Tudo isso bombava a minha criatividade, cujos aspectos técnicos recheavam os trabalhos de cor, forma, revisitando o desenho formal, a pintura, a colagem...e sairam vinte, trinta, quarenta trabalhos gráficos, em formatos pequenos preenchendo todo o papel...as vezes saindo fora do papel: as vezes minimalista, intimista...outras explosivo.
O resultado é, alem desta exposição, um projeto interesantissimo, que trata de um diálogo entre as artes plásticas e literatura, com oficinas e palestras, voltado ao universo moçambicano e afro-brasileiro.


Apresentação do trabalho


...com a autora e pesquisadora Luana Antunes e
Diuner Mello, historiador e presidente
da Casa da Cultura de Paraty




Quem foi?


...com Tota, empresária da Plural


Amarante, artista plástico


...livro de presença

artistas de Paraty

Bil, Zezé (IHAP) Lucia ( aquarelista) e Nina

...com Luana Antunes Costa,
autora do livro "Pelas Águas Mestiças da História..."

...com a artista plática e ceramista, Célia Flud


...com a jornalista Cláudia Ferraz,
curadora da Casa da Cultura de Paraty e
editora da Revista Kaza




Com Silvia, artista plástica e atriz da Cia Imperial





...com Ricardo Ink e Monica




...com a Profa. Nina




...com Célia André, da Posuada Casa do Barão







...com Artur José, grande incentivador




...com Artur, Célia, Flavio e Willian



... com a arquiteta, fotógrafa e atriz Marta Viana


...com Zezé, Flavio, Marcinho, Renata Rosa e Márcia

Bernadete Passos com Luana
num papo com o Pedro Scotti


Crédito das fotos: Alexandre Rezende

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