Projeto cultural e humanitário
Exposição coletiva de artes plásticas:
« Terras Indígenas »
Terres indigènes
Curadora: Cláudia Camposs.
Curadora: Cláudia Camposs.
Link para catálogo :
Obra: Povo Parintintin
Aquarela, crayon e naquim, 2010
De 19 a 26 de Abril de 2010, durante a Semana dos Povos Indígenas, no Memorial dos Povos Indígenas em Brasília.
Eixo Monumental - Oeste
Com base nos dados sobre o número de populações indígenas de 2005, o projeto “Terres Indigènes” foi criado pela artista plástica Cláudia Camposs. Segundo a FUNAI, havia 220 povos indígenas nesse ano. Atualmente o Instituto Socioambiental (ISA) indica a existência de 227.
A história do projeto
Este projeto de pesquisa fez parte do mestrado da artista na Universidade Paris1 Pantheon - Sorbonne. Cláudia Camposs colecionou pequenos frascos de vidro e preencheu-os com terra. Cada frasquinho destes possuía um nome que correspondia a um povo indígena diferente. Assim foi criada esta metáfora entre estes vidros e as terras indígenas que cada povo deveria ocupar. Cláudia anexou a estes vidros um texto que propunha a participação de outras pessoas neste projeto. Foi durante a Nuit Blanche em Paris em 2005, que a artista começou distribuir estes vidrinhos. 2005 foi o ano cultural do Brasil na França.
Cláudia Camposs quer através deste projeto, criar uma reflexão sobre as relações entre os povos indígenas e “nossa sociedade”. O projeto Terres Indigènes (Terras Indígenas) continuará recebendo propostas de participação, até completar o número atual de povos indígenas no Brasil: 227.
Este projeto já foi exposto no Museu Bispo do Rosário em 2006, na « Maison du Jeu de Paume em Neauphle le Château (2008), na Universidade Sorbonne (em 2008, durante o mestrado de Cláudia) e no “Centre Culturel Joël le Theule em Sablé-sur-Sarthe na França.
Cláudia Campos quis através deste projeto, criar uma reflexão sobre as relações entre os povos indígenas e “nossa sociedade”.
Aproximadamente 60 pessoas participam com diferentes tipos de linguagem, como pintura, fotografia, instalação, escultura, poesia, desenho, e outros, e uma exposição coletiva com estas criações será realizada no mês de Abril de 2010 no Memorial dos povos Indígenas em Brasília.
Os participantes do projeto
Amélia Toledo, André Érnica Adão, Andréa Barbour, Andressa Moreira, Angela Barbour, Anita Loisel, Arluce Gurjão, Beatriz Dupin, Carla Borba, Chantal Chassat, Chica Boyriven, Christina Oiticica, Cláudia Camposs, Corinne Le Brun, Cris Flaksbaum, Daniela Komives, Danielle Pellerin, Delei, Eric Schmidt, Erik Muller Thurm, Fernando Caixeta, Fernando Calvozo, Flavio Bassani, Floriane Fagot, Glaucia Jabanji, Greyce Carla Santana Xavier, Grupo Brésilcoolturel, Guto Citrangulo, Johana Beaussart, Johanna Baudou, Júlia-Keiko, Laura Rodríguez, Laurence Roussel, Lauro Monteiro, Lucas Schlosinski, Marilda di Camargo, Matthieu Blond, Michele Hennegrave, Monique Camus, Nathalie Martin, Nicole Lapierre, Patrícia Basile de Castro Kondo, Paulo Byron, Paulo Uemura, Peter Ribon Monteiro, Philipe Heresidore, Philipe Sors, Renata Valls, Rodrigo Lobo, Rosa Esteves, Rosane Gaspar, Rosina D’Angina, Rubens Ianelli, Silvio Alvarez, Sophie Ducrez, Sophie Engelmarie, Sophie Sardan, Sylvie Wucher, Tatiana Duarte, Teresinha Chiri.
Esta ação artística permite
- Aos participantes e permitirá ao público a descoberta da diversidade das culturas indígenas do Brasil;
-Uma tomada de consciência para alguns, do olhar estereotipado em relação aos indígenas e o reconhecimento das dificuldades de sobrevivência destas pessoas devido à globalização;
- A constatação do quanto os indígenas precisam viver conservando suas tradições culturais como sinal de sobrevivência, ao mesmo tempo em que eles tem tentado se estruturar para poder conviver com a sociedade não indígena.
Sobre a a obra de Lauro Monteiro
A obra Parintintin, desenvolvida por Lauro Monteiro, faz parte de uma pesquisa que o artista já vem fazendo sobre a arte indígena há algum tempo. Os traços gestuais e rápidos,caracteristico da obra do artista, provocados pelas luzes que imprime em seu trabalho gráfico, utilizando o crayon, reporta aos movimentos intensos - provocados pela pintura corporal que se debruçam sobre desenhosinspirados na rusticidade da arte cerâmica e das cestarias.
http://terrasindigenas.blogspot.com/
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