Apresentação de slides

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sábado, 2 de julho de 2011

Arte na rede: VIVAOSWALD

VIVAOSWALD



Os trabalhos estarão sendo postados no facebok, com o link:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.1840145769525.2097880.1416964505



  Imprensa

Jornal Paraty On Line - Paraty
http://www.paratyonline.com/jornal/2011/07/lauro-monteiro-homenageado-da-flip-paraty-oswald-andrade/

Jornal Tribuna Impressa -Araraquara
http://www.araraquara.com/to-ligado/geral/2011/07/03/oswald-de-andrade-por-lauro-monteiro.html



Já pensou em visitar uma exposição de arte sem sair de casa? Essa é a proposta do artista plástico Lauro Monteiro com a coleção VIVAOSWALD, em exposição na rede social Facebook, entre os dias 01 a 27 de julho.


Com atualização diária, a mostra conta com diversas técnicas de desenho, pintura, colagem e poemas ilustrados, inspirados no modernista Oswald de Andrade – autor homenageado pela 9ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada no início de julho.

Segundo Lauro Monteiro, a proposta é pesquisar o desenvolvimento de novos trabalhos, criando interação com os internautas por meio da troca experiências com o artista. Todos os dias, ele estará disponível para bate-papos on-line, das 12h às 14h. “A ideia é revisitar Oswald com um olhar voltado para as artes plásticas", explica.

Araraquarense, Monteiro vive em Paraty (RJ) há quatro anos. Sua homenagem ao modernista é uma forma de ampliar o vínculo com o principal evento cultural da cidade, a Flip, que terá Oswald como patrono.

Não é a primeira vez que o artista se aproxima do tema. No final da década de 1980, Monteiro aprofundou seus estudos no Modernismo para participar do movimento que deu o nome Luiz Antonio Martinez Correa – diretor teatral e um dos colaboradores do Teatro Oficina – à Casa da Cultura de Araraquara.

“Nessa época, presidia a A.P.A.U DE ARARA – Associação dos Produtores e Artistas Unidos de Araraquara – um movimento cultural que buscava a democratização da cultura, políticas para a área e acesso aos espaços públicos e culturais, o que me fez debruçar sobre as obras que fizeram da Semana de 22 um marco para as artes”, relembra Monteiro.

A mostra VIVAOSWALD ficará on-line até o dia 27 de julho.
Para ver as obras, basta acessar o Facebook de Lauro Monteiro: http://facebook.com/lauromonteirofilho.

Os trabalhos originais que serão postados estarão à venda. Todos, nas dimensões de 15x20 centímetros, terão o papel como suporte.
As negociações podem ser feitas diretamente com o artista pelo Facebook.



O artista




Artista plástico, diretor de teatro, gestor e produtor cultural, o araraquarense Lauro Monteiro escolheu Paraty (RJ) para morar e trabalhar. Suas obras vão desde o design artesanal voltado para a arte popular até trabalhos contemporâneos, como é o caso da mostra VIVAOSWALD.

A primeira exposição individual de Monteiro foi em 1980, com desenhos e pinturas. Na mesma época, participou da Bienal Internacional de São Paulo.

No início dos anos 1990, fundou, em Araraquara (SP), o estúdio Varanda Brasil, onde realizou lançamentos de coleções anuais de peças em cerâmica, telas, móveis e artesanato. Suas obras percorreram vários espaços da região de Araraquara, do litoral e da capital de São Paulo. Com a coleção "Geo-Grafia Verde", fez exposições em Florença e Veneza, na Itália, em 1998.

Em Araraquara, o artista foi duas vezes secretário da Cultura (2001-2004 e 2006-2008). Atuou também como professor de design de interiores e moda nas unidades do Senac em Araraquara e São Carlos.

Hoje mantém seu estúdio no Circuito Artístico, Gastronômico e Turístico da Estrada Real-Caminho do Ouro, em Paraty, onde produz e expõe seus mais recentes trabalhos e participa de várias exposições locais.
Serviço
VIVAOSWALD

Data: 01 a 27 de julho
- Postagens de obras de Lauro Monteiro no Facebook:

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.1840145769525.2097880.1416964505

- Bate-papo com o artista: diariamente, das 12h às 14h.

http://facebook.com/lauromonteirofilho


Publicado por Com Texto Comunicação Corporativa

Os trabalhos:


ANTIMENESTREL, Oswald de Andrade

RELICÁRIO


No baile da Corte

Foi o Conde d'Eu quem disse

Pra Dona Benvinda

Que farinha de Suruí

Pinga de Parati

Fumo de Baependi

É comê bebê pitá e caí



Desenho, impressão e pintura em acrilico sobre colagem. Papel reciclado, 15 x 21 cm


ANTIMENESTREL, Oswald de Andrade




BALADA DO ESPLANADA
...

Há poesia

Na dor

Na flor

No beija-flor

No elevador

...


Impressão, colagem digital e nanquim dobre papel tela, 15 x 21 cm


ANTIMENESTREL, Oswald de Andrade




AMOR


Humor





Desenho digital, impressão, nanquim e exoline sobre Canson






ANTIMENESTREL, Oswald de Andrade

Balada do Esplanada

...
Eu qu'ria


Poder

Encher

Este papel

De versos lindos

É tão distinto

Ser menestrel

No futuro

As gerações

Que passariam

Diriam

É o hotel

Do menestrel

...


Aquarela, impressão, colagem e nanquim sobre papel  Canson, 13 x 21 cm



Manifesto Antropofágico, Oswald de Andrade
(Fragmentos 1)

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question.
Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
...
Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.
O instinto Caraíba.
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.
Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.
Catiti Catiti
Imara Notiá
Notiá Imara
Ipeju
...


Colagem, acrílico e naquim sobre papel Canson, 13 x 21 cm


Manifesto Antropofágico, Oswald de Andrade (Fragmentos 2)



Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.
Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas.




Colagem, acrílico e naquim sobre papel Canson, 13 x 21 cm

sábado, 22 de janeiro de 2011

QUITANDA BRASIL NO RIO, EM Sta. TERESA

Reúno nesta exposição no Rio de Janeiro, muito mais coisas que uma `quitanda`poderia ter: assim um amontoado de "coisas" que impregnam o meu espírito com a brasilidade sentida por onde eu passo.

Confira mateira da jornalista Claudia Ferraz no jornal Paraty On Line
http://www.paratyonline.com/jornal/category/noticias-de-paraty/




O espaço de exposição do Castelinho 38 estará aprensentando a partir de 13 de fevereiro a exposição QUITANDA BRASIL: PINTURAS DE LAURO MONTEIRO, até o dia 19 de fevereiro.
Esta mostra, como faço com muitas exposições temáticas, se propõe a circular por várias cidades e espaços: Quitanda Brasil foi mostrada em maio de 2010 no Café Randam em Paraty, depois seguiu em novembro para minha cidade natal, Araraquara, no espaço de uma grande artista e amiga Sueli Ferrers.


Caixa com mangas: acrílico aquarelado sobre tela, 40 x 40 cm.

Sempre novos trabalhos vão se agregando e ocupando espaços deixados pelos que foram adquiridos nas exposições anteriores, tornando o trabalho `auto sustentável´!
A idéia de trabalhar esta temática, que me leva sempre à uma pesquisa das `coisas`do Brasil esbarra na arte popular, e no folclore, nos geométricos, que são, na verdade uma linha que acredito caracterize meu trabalho na pintura, na aquarela e no desenho.
Penso que esta brasilidade que respiro, seja aonde for, sempre são os aspectos mais lúdicos que me chamam a atenção e impregnam meu espírito, criatividade e vivacidade.
Quitanda não necessariamente é, pra mim, somente um conjutno de telas de frutas, mas também é ( poderia ate chamar-se de Armazém ou Venda, ou qualquer coisa que possa reunir `coisas`): uma forte paixão por tudo que é do Brasil - esta mistura de cores e formas, amontoado de peças, de calor, de vibrações e sons, de cheiros e aromas, do barulho do vento fresco e natureza exuberante, das coisas simples de um povo simples e feliz, como se canta na canção nacional " .... DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL, PÁTRIA AMADA, BRASIL! "

Visite a Pousada Castelinho 38:

http://www.castelinho38.com/

sábado, 20 de novembro de 2010

Quitanda Brasil: Presença!

Cafe da manhã abrindo a exposição QUITANDA BRASIL no Gris Ateliê em Araraquara:
mais fotos em
http://www.facebook.com/album.php?aid=2070802&id=1416964505&l=feb3a892a7
Fotos: Henrique Santos




































terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coleção Quitanda Brasil

Obras que fazem parte da Coleção Quitanda Brasil.

Frutas e Legumes


Pimentas Vermelhas







Mangas


Bananas Amarelas



Bananas Verdes




Limões




Tomates verdes e vermelhos







quinta-feira, 4 de novembro de 2010

QUITANDA BRASIL

Coleção “Quitanda Brasil” segue a temática das belezas brasileiras, segundo a ótica do artista, com intervenções que dão um toque especial para a decoração e o design de interiores


A brasilidade dos trabalhos do artista plástico Lauro Monteiro poderá ser visitada durante uma exposição promovida no Gris Ateliê em Araraquara. A abertura será no dia 13/11, às 10h, com um café da manhã. O encerramento da mostra será no dia 20/11 as 14 horas
Há três anos na cidade de Paraty – RJ, o artista araraquarense volta agora para a sua cidade-natal para apresentar seu mais recente trabalho, a coleção “Quitanda Brasil”, desenvolvida com base na cultura popular brasileira.
Lançada este ano, esta é a primeira vez que a exposição “Quitanda Brasil” sai do Estado do Rio de Janeiro. Esse trabalho pode ser considerado uma continuidade da coleção “Temperos Brasileiros”, que tem como base o recorte nacionalista e técnicamente com seu traço ágil, pinceladas rápidas e espontâneas, utilizando-se de acrílico aquarelado. Legumes, frutas e especiarias, baseados nas cores fortes e brilhos do Brasil, dão o tom da exposição que leva o visitante a se sentir dentro de uma quitanda. Todas essas características estão aplicadas nas telas do artista. O diferencial é que a produção atende à forte tendência artística para o design de interiores, nos espaços goumet, áreas de lazer. Ela vem acompanhada de vasos, chachepôs para jardim vertical, pratos de cerâmicas, entre outros produtos, todos aplicados à decoração e jardinagem.
Segundo Monteiro, suas obras são permeadas pela paixão de tudo que é do Brasil como a cultura popular, culinária, folclore, literatura, música, dança e ecologia. “Esses são os temas que estudo constantemente para desenvolver o meu trabalho”, afirma.

A carreira

Lauro Monteiro é artista plástico e designer. Cursou engenharia civil, artes plásticas e estilismo e, em 1980, fez sua primeira exposição individual, com desenhos e pinturas, seguido de participação na Bienal Internacional de São Paulo.
No início dos anos 90, fundou em Araraquara o estúdio Varanda Brasil, onde realizou lançamentos de coleções anuais de peças em cerâmica, telas, móveis e artesanato. Suas obras percorreram vários espaços da região de Araraquara, litoral e da capital de São Paulo. Com a coleção "Geo-Grafia Verde", fez exposições em Florença e Veneza (Itália) em 1998.
Em Araraquara, foi duas vezes secretário da cultura, de 2001 a 2004 e 2006 a 2008. Após deixar a pasta na secretaria, reabriu seu estúdio no Circuito Artístico, Gastronômico e Turístico da Estrada Real-Caminho do Ouro, onde produz e expõe seus mais recentes trabalhos e participa de várias exposições locais.


Serviço

Exposição: Quitanda Brasil
Abertura: 13 de novembro
Horário: 10h com café da manhã para os visitantes
Encerramento: 20 de novembro, às 14h
Local: Gris Ateliê
Endereço: Rua Vespasiano Veiga, 202 B – Vila Harmonia


Atendimento à imprensa:

Tiago Guidelli - Assessor de Imprensa
Com Texto Comunicação Corporativa
(16) 3324 5300 / (16) 8129 0854
tiago@ctexto.com.br
www.ctexto.com.br

terça-feira, 2 de novembro de 2010

ALUMBRAMENTOS EM SÃO CARLOS



Alumbramentos

água, cor, palavra



Com Lauro Monteiro e Luana Antunes Costa



Um convite aberto à viagem pelas histórias afro-brasileira e moçambicana.



Em diálogo, as cores dos traços do artista plástico Lauro Monteiro enlaçam a palavra artística do escritor moçambicano Mia Couto. A esta bricolagem, acrescenta-se a leitura e a grafia da ensaísta Luana Antunes Costa, autora da obra “Pelas águas mestiças da história: uma leitura de O outro pé da sereia de Mia Couto” (EdUFF, 2010): uma viagem pela cartografia do país Moçambique, pela voz grafada em letra, pelas estórias e histórias dos entrecruzamentos entre povos e culturas que pisaram o chão moçambicano. Chikundas, portugueses, goeses, brasileiros... Mosaicos culturais. Em claro processo criativo, Monteiro recria, em imagens, o mundo criado pela literatura miacoutiana, partilha dos olhares da pesquisadora, ao criar seus desenhos aguados, aquarelados, a gosto do Atlântico e do Índico. Na ambiência destes pactos de leituras e releituras nasceu Alumbramentos: água, cor, palavra.



Abertura: 11 de novembro às 19h

Período da exposição: de 11 de novembro a 10 de dezembro de 2010

Local: Sala Expositiva do Centro de Cultura Afro-Brasileira “Odette dos Santos”

Endereço: Dona Alexandrina, n° 844 – esquina com a Rua 13 de maio, São Carlos SP
Horário para visitação: segunda a sexta das 14h às 21h
Entrada gratuita
Informações, inscrições e agendamento de visitas monitoradas:

cultura@saocarlos.sp.gov.br
(16) 3373-2708 (16) 3373-2708 Programação


PROGRAMAÇÃO


11 de novembro 2010 (quinta-feira)

19h

Abertura da exposição “Alumbramentos: água, cor, palavra” por Lauro Monteiro, de ilustrações em aquarela, crayon e nanquim sobre papel

Lançamento do livro, em noite de autógrafos, “Pelas águas mestiças da história: uma leitura de O outro pé da sereia, de Mia Couto”, da pesquisadora Luana Antunes Costa, Editora EdUFF.

19h30

Workshop “Entre a estória e a história – produção literária e contexto histórico moçambicano”, com Luana Antunes Costa


12 de novembro 2010 – (sexta-feira)

das 14h30 as 17h30


Oficina de artes visuais “Água da Palavra” com Lauro Monteiro

Público alvo: interessados em artes plásticas e estudantes do ensino fundamental e médio. Vagas limitadas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Alumbramentos ..." na Casa da Cultura de Paraty



Abertura da Exposição
Alumbramentos: água, cor, palavra
na Casa da Cultura de Paraty, no dia 01 de maio de 2010.


Foram selecionadas 18 obras para compor a sala de exposições, de 30 m2, da Casa da cultura, Casa da Cultura de Paraty, apresentado como um produto final de um processo de trabalho, o qual descrevo aqui.



Capa do Livro

A idéia deste trabalho surge em meados de 2009 a convite da pesquiadora Luana Antunes para desenvolver a ilustração da capa do livro, que havia sido premiada por um edital da Universidade Federal Fluminense com a publicação de Pelas águas mestiças da história: uma leitura de O outro pé da sereia, de Mia Couto.




O INICIO


Para este trabalho, iniciei uma pesquisa na leitura de obras importantes do autor moçambicano, além do trabalho de pesquisa de Luana Antunes, que me cedeu o livro O outro pé da sereia, com o qual ela trabalhou neste ensaio literário.
Este livro foi muito importante para aguçar a minha criação. Não é uma literatura fácil, já que o autor usa expressões, muitas, para mim, desconhecidas, contudo, um facilitador é que esse era o instrumento de pesquisa da autora, que recheava nas páginas impressas, inúmeras anotações à lápis, decifrando nomes, expressões, idéias colocadas alí por Mia Couto.
A todo instante eu viajava nas páginas lendo duplamente: o que foi uma experiência incrível, pois havia dois tempos num só...algo que é complicado definir, mas as histórias narradas pelo Mia abriam-se em idéias das anotações da Luana.



A CRIAÇÃO E O PROCESSO


As imagens vinham à minha mente: destacava-as e passava para a outra fase: a criação.
Estava já, das conversas que tinha com a Luana, definido a técnica que iria usar, lançando-me num primeiro momento à aquarela, o crayon e o nanquim. Contudo, precisava encontrar a forma exata do que eu imagina para a capa do livro...e fui trabalhando dia após dia, constantemente...ouvia por vezes músicas de inspiração africana ( lembrando que ganhei um CD, neste estilo, do meu amigo, Sérgio Médici - ex-prefeito de Araraquara); múscias alegres, vivas... um ritmo que por vezes se parecia muito com o as do Brasil: raizes!
Pesquisei fotos, viajei (pela internet) à Maputo: praias lindas, paisagens quase brasileiras...percorri aquilo que se apresentava desta África, a qual nossos antepassados aterrorizaram este povo...
Havia, nestes momentos, uma certa dor, angustia...
E foi se mesclando esses sentimentos fortes, inexplicáveis, e o gesto rápido do crayon rompia o papel com images-fantasmas que eu nao via...apenas percebia: comos e fosse um gesto no ar! No momento da aguada...via-se a realização da mágica, da luz, do alumbramento:
água, cor, palavra...
As cores - buscava-as nas referências que tinha - ora vivas e contrastantes....ora os tons da terra, da mata, do lodo, do calor, do sol,da chuva...


CRIAÇÃO: UMA SOMATÓRIA DE ELEMENTOS

Já não me bastava os abstratos...necessitava de incrustar desenhos e os ícones geométricos que eu trazia das cerâmica pintadas no Atelier Varanda, em Araraquara, trazidas à Paraty: surgiam pequenas figuras, pequenos traços, pequenas batidas com pinceis finissímos.
Ja nao me bastava a aquarela, pois queria mais e mais camadas de cores fortes. Busquei a aquarela líquida que tecnicamente me daria a força da expressão e das manchas, das sobreposições minimalistas

ESTUDANDO SEMPRE

Paralelo a este processo, frequentei, nos últimos meses do ano de 2009, o atelier da Betty Pereira, em Copacabana, no Rio. O melhor do ateleir, alem dos cafés eram as conversas e descobimentos...melhor ainda as visitas as exposições que acontecem no Rio...melhor ainda a exposição do Jorginho Guinle no MAM: muita tinta, numa loucura total: expressão de pura liberdade!
A liberdade do traço!
Tudo isso bombava a minha criatividade, cujos aspectos técnicos recheavam os trabalhos de cor, forma, revisitando o desenho formal, a pintura, a colagem...e sairam vinte, trinta, quarenta trabalhos gráficos, em formatos pequenos preenchendo todo o papel...as vezes saindo fora do papel: as vezes minimalista, intimista...outras explosivo.
O resultado é, alem desta exposição, um projeto interesantissimo, que trata de um diálogo entre as artes plásticas e literatura, com oficinas e palestras, voltado ao universo moçambicano e afro-brasileiro.


Apresentação do trabalho


...com a autora e pesquisadora Luana Antunes e
Diuner Mello, historiador e presidente
da Casa da Cultura de Paraty




Quem foi?


...com Tota, empresária da Plural


Amarante, artista plástico


...livro de presença

artistas de Paraty

Bil, Zezé (IHAP) Lucia ( aquarelista) e Nina

...com Luana Antunes Costa,
autora do livro "Pelas Águas Mestiças da História..."

...com a artista plática e ceramista, Célia Flud


...com a jornalista Cláudia Ferraz,
curadora da Casa da Cultura de Paraty e
editora da Revista Kaza




Com Silvia, artista plástica e atriz da Cia Imperial





...com Ricardo Ink e Monica




...com a Profa. Nina




...com Célia André, da Posuada Casa do Barão







...com Artur José, grande incentivador




...com Artur, Célia, Flavio e Willian



... com a arquiteta, fotógrafa e atriz Marta Viana


...com Zezé, Flavio, Marcinho, Renata Rosa e Márcia

Bernadete Passos com Luana
num papo com o Pedro Scotti


Crédito das fotos: Alexandre Rezende